Nos últimos anos, uma parcela crescente das rodadas de startups brasileiras passou a ser negociada com investidores internacionais. O motivo é simples: há mais capital disponível, cheques maiores e teses mais agressivas fora do país. Mas o acesso a esse capital raramente acontece na estrutura societária em que a empresa nasceu.
Por que investidores pedem estrutura internacional
Fundos internacionais — e boa parte dos fundos brasileiros com veículos no exterior — preferem investir em jurisdições que conhecem: previsibilidade jurídica, instrumentos padronizados como o SAFE e agilidade para as próximas rodadas. Na prática, isso significa que a conversa sobre captação internacional começa quase sempre pela mesma pergunta: onde está incorporada a empresa?
As estruturas mais comuns
Dois desenhos concentram a maioria dos casos:
- Brasil–Delaware: uma holding em Delaware controla a operação brasileira. É o caminho mais direto para receber investimento dos EUA.
- Cayman–Delaware–Brasil: estrutura em três camadas, comum em rodadas maiores e em teses com investidores de múltiplas geografias.
O flip não é um trâmite burocrático: é uma decisão estratégica que define quem consegue investir na sua empresa.
Os desafios que ninguém conta
A estruturação envolve custos de formação, documentos apostilados, abertura de contas no exterior e o caminho de remessa dos valores captados até a operação no Brasil. Feita sem método, ela consome meses de agenda do fundador — exatamente no momento em que a rodada exige foco total no negócio e nos investidores.
Quando faz sentido
Se a sua tese de captação inclui investidores internacionais — agora ou na próxima rodada — a estrutura deve vir antes do roadshow. Startups que chegam à conversa com a estrutura resolvida negociam mais rápido e com menos condições suspensivas no term sheet.
A DZB estrutura as empresas e conduz a rodada — sem desembolso inicial.
